Numa estratégia de alocação de ativos (estratégia de investimentos baseada na diversificação da carteira de investimentos) devemos ter em conta a definição de classes, sendo que cada uma delas deverá possuir uma função.

Os ativos que constituirão essas classes, deverão ser responsáveis por definir o retorno e o risco esperado de uma carteira de investimentos.

Sendo assim, pode-se fazer uma analogia com as equipas de futebol, com as posições táticas e os seus jogadores (aproveito para dar os parabéns à Argentina e, em particular, aos jogadores argentinos que jogam no Benfica).

Ou seja: quando analisamos uma equipa, podemos separar os onze jogadores em quatro grupos diferentes, por exemplo: o guarda-redes, os defesas, os centrais e os atacantes, podendo estes jogar num sistema 3-5-2.

Cada posicionamento dos jogadores tem uma função específica para que a equipa jogue de forma organizada, sendo o guarda-redes responsável pela proteção da baliza e os jogadores defensivos pela segurança, evitando que os adversários cheguem à área do guarda-redes.

Os jogadores do meio-campo têm a responsabilidade de ligar a defesa e o ataque, podendo ser mais defensivos como ofensivos.

Já os jogadores ponta de lança são responsáveis por marcar golo.

Se analisarmos bem estas analogias, lembramo-nos que as tropas de um qualquer exército também têm sistemas idênticos.

Por isso pergunto: Será que é por causa disto que o futebol é tão interessante? Será que o futebol, que coloca países em confronto no relvado, apenas com uma bola, faz lembrar as táticas de guerra?

No mercado financeiro, também podemos fazer um exercício parecido, categorizando os investimentos (carteira) em quatro classes diferentes: câmbio, renda-fixa (crédito privado, títulos prefixados e indexados à inflação), fundos imobiliários e bolsa, integrando os ativos (jogadores) em classes.

O câmbio atua como o guarda-redes, protegendo a carteira de investimentos em períodos de crises e eventos inesperados, a renda-fixa atua como a defesa, possuindo ativos seguros, com baixo risco, que ajudam a carteira a crescer mesmo em períodos menos bons e os fundos imobiliários atuam como o meio-campo, sendo ativos com um retorno e risco intermediários.

Por fim, a bolsa (investimento de longo prazo) que atua como o ataque, pois possui ativos com alta volatilidade e alto retorno esperado.

Esta semelhança pode parecer simplista, ridícula até, mas é uma forma curiosa de categorizar cada classe através de sua função em relação ao retorno e risco esperado.

Por isto, da mesma forma que um treinador de futebol define uma tática para o seu clube, de acordo com diversos cenários, o investidor deve definir a alocação da sua carteira baseando-se em vários fatores.

Por exemplo: se o investidor optar por uma “equipa” com a formação 5-3-2 estará a criar um esquema de investimentos/poupança defensivo, optando, por exemplo, por investir 50% em renda-fixa, 30% em fundos imobiliários e 20% em ações, caracterizando uma carteira conservadora.

 

Luís Lopes

Consultor Financeiro há mais de 30 anos.

Especialista em Planos Financeiros de Proteção e Poupança.


Rua Abílio Mendes, 14 - A, 1500 - 458 Lisboa
Tlm: +351 966 272 400
Email: luis.lopes@anytime-consulting.pt

 

 

Top
Usamos cookies para melhorar nosso site. Ao continuar a usar este website, você está dando o consentimento para que os cookies sejam usados More details…