Toda a gente conhece a história de um amigo ou parente (ou de ele próprio) que, a certa altura, se aventurou no mercado financeiro ou noutro esquema qualquer, tipo modelo de negócio baseado em programas de benefícios de compras exclusivos ou de cripto moedas, encantado pela possibilidade de ganhar rápidos e volumosos lucros (dinheiro fácil), apenas para meses depois aparecer desanimado e com menos dinheiro do que tinha antes (perdas).

Infelizmente, esta é uma realidade comum no dia-a-dia do mercado e “das falsas expetativas”, em Portugal e em todo o mundo.

A maioria das pessoas que se denominam “investidor” são, na verdade, especuladores que encaram o mercado como um jogo (curto prazo) e não como um método viável e sensato de obter remuneração para o seu capital (longo prazo).

Esta filosofia, de rápido enriquecimento e de que a bolsa, por exemplo, é um lugar para especulação, é alimentada por diversos agentes do mercado, que possuem interesse direto em fazer o investidor jogador e acreditar que esse é o único caminho a seguir para ganhar dinheiro; para obter a tão desejada liberdade financeira.

O day-trade, o foco no curto prazo, as operações com alta frequência e alta rotatividade, as alavancagens, o networking, entre outras expressões e regras, são vendidas como o caminho mais curto para nos tornarmos o próximo milionário; o próximo Erick Finman.

Infelizmente, essa é a porta de entrada larga, por onde a maioria é atraída para os devidos mercados, apenas para servir de alimento às camadas mais altas dessas cadeias alimentares!

Após longos anos de tentativa, erro e, principalmente, algum estudo, qualquer pessoa pode conquistar a experiência necessária para perceber que nem tudo (ou quase nada) do que é apresentado tem valor real no caminho da construção de uma riqueza sólida (inclui saúde e formação), ética e crescente.

A partir do momento em que as pessoas se distanciam do enorme ruído transmitido por eventuais “amigos”, em fóruns bem organizados, corretoras e por certos órgãos de informação (nomeadamente das redes sociais), é que se começa a compreender, porque é que quase toda a informação, que se ouve e se lê, está no caminho contrário da procura da tão desejada paz financeira.

Tome nota:

As corretoras financeiras ganham dinheiro com a corretagem, divulgando como “segredo do negócio” a análise técnica, feita por especialistas e analistas, que recomendam, quase sempre, a montagem de posições, a melhor carteira e a dica quente do mês, baseadas no day-trade, nas operações de mais alta frequência; mais conhecidas por High Frecuency Trading (HFT).

As HFT são um tipo de negociação que ocorre nos mercados financeiros, utilizando computadores poderosos e algoritmos automatizados, sendo a sua principal virtude a velocidade de processamento que permite a realização de milhares de operações com duração de uma fração de segundo.

O seu objetivo passa por captar, num curto prazo, uma fração de um cêntimo em cada ato de comércio e, ao contrário do que se vende, tais negociações (de alta frequência - NAF), utilizam pouca alavancagem e não acumulam posições (acumulação).

Acreditem: a maior parte dos líderes e das corretoras não se importam se o cliente está a ganhar ou a perder, pois o objetivo final é gerar mais e mais e mais receitas, todos os segundos, todos os dias.

Para o negócio não esmorecer, todos os dias são oferecidas palestras, cursos sobre análise técnica, autoestima e sobre oportunidades onde o cliente receberá crédito para aumentar o volume das suas operações.

Luís Lopes

Consultor Financeiro

Agente de seguros exclusivo MetLife


Rua Abílio Mendes, 14 - A, 1500 - 458 Lisboa
Tlm: +351 966 272 400
Email: luis.lopes@anytime-consulting.pt

 

 

Top
Usamos cookies para melhorar nosso site. Ao continuar a usar este website, você está dando o consentimento para que os cookies sejam usados More details…