A função financeira de uma empresa deve abranger todas as tarefas relacionadas com a gestão dos recursos financeiros, nomeadamente, com a obtenção eficiente de fundos e com a sua utilização.

A função financeira (análise, planeamento, gestão e controlo dos recursos e dos fluxos económicos e financeiros, etc.), que deverá ser adequada à realidade do projeto (ajustada aos objetivos estratégicos e táticos), é parte integrante da política global da empresa.

Tal função, deverá enquadrar-se na empresa tendo em conta a angariação de fundos no mercado financeiro, a aplicação dos fundos na atividade e, claro, a gestão de fundos gerados pela atividade. Ou seja: é normal que haja uma constante decisão entre optar por reinvestir esses fundos na atividade ou por remunerar os investidores e outros.

A política de financiamento deve assegurar à empresa uma correta e eficiente combinação de fundos necessária à gestão do investimento e à gestão do ativo circulante. É por isso que se deve respeitar o equilíbrio de financiamento dos capitais próprios (30% do ativo é um valor aceitável), de modo a transmitir confiança aos empregados e colaboradores (a alma de qualquer projeto empresarial) e a potenciais investidores externos ao negócio. Qualquer empresário que se preze, que sabe que arriscar – investir de forma calculada, com planeamento sistemático - significa estar na linha da frente do mercado, deve assegurar uma estrutura financeira saudável, sem demasiados encargos financeiros (juros de empréstimos, etc.). Da sua agenda diária, deverá fazer parte a verificação do equilíbrio entre os prazos de financiamento e a durabilidade do investimento e o financiamento do imobilizado.

O rácio de autonomia financeira, que resulta na percentagem do ativo que é financiado com capitais próprios (deverá ser o menor possível), permite avaliar o grau de compromisso dos sócios com o negócio, demonstrando o envolvimento monetário dos sócios com a empresa. Frequentemente, esta proporção entre os dois valores, é utilizada por entidades externas como o indicador de confiança no negócio: quanto maior for a capacidade de a empresa libertar meios líquidos gerados, maior será o resultado líquido do exercício, das amortizações e das provisões do exercício.

O autofinanciamento gerado por uma empresa, num determinado período, depende de vários fatores, nomeadamente das políticas de concessão de crédito a clientes, de obtenção de crédito a fornecedores, de gestão das existências, de investimentos em capital fixo e de distribuição de lucros.

O autofinanciamento, que se traduz num maior grau de liquidez e de contributo positivo para a tesouraria da empresa, é uma ferramenta essencial para o sucesso de qualquer negócio, pois – como qualquer empresário sabe – há sempre contas para receber e contas para pagar...


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