As Pequenas e Médias Empresas (PME) desempenham cada vez mais um papel crucial na economia nacional e mundial; como fornecedoras de oportunidades de emprego e agentes chave do bem-estar das comunidades locais e regionais.

A importância destas empresas baseia-se na criação e manutenção da maioria dos postos de trabalho, na flexibilidade com que potenciam estratégias empreendedoras e promovem a inovação. Segundo a Comissão Europeia, apesar das difíceis condições económicas e com a intensificação da crise da dívida soberana na zona euro, as PME têm mantido a sua posição como a “espinha dorsal” da economia europeia. Representam 99,8% de todas as empresas, o que corresponde a cerca de 20 milhões de PME.

Note-se que estas organizações asseguram cerca de 88 milhões de postos de trabalho. O setor das PME, como um todo, corresponde a mais de metade do Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado pela economia privada na Europa, sendo responsáveis por 92% das empresas não financeiras, definidas como aquelas com menos de dez trabalhadores.

Porém, o modelo de financiamento da economia e das empresas portuguesas é fortemente caracterizado por baixos níveis de capital próprios e grande focalização de capitais alheios junto da Banca Comercial, o que condiciona o seu crescimento sustentável, caracterizando a estrutura de capital como, regra geral, proveniente de capital alheio.

A definição da estrutura de capital tem influência na determinação do custo do capital e por conseguinte no valor das empresas. Por exemplo, para as start up ou empresas em fase de crescimento, em que não existe histórico de mercado e normalmente têm associada uma reduzida capacidade financeira dos seus promotores, o acesso a crédito junto das fontes mais tradicionais de financiamento é mais difícil, pelo que o acesso a financiamento é realizado em troca da abertura e partilha da propriedade do capital.

Pelo contrário, para empresas que estejam num estado de desenvolvimento mais avançado, geralmente não existe interesse por parte dos sócios ou acionistas em abrir mão do capital próprio, o que aliado à disponibilidade de indicadores demonstradores da capacidade da empresa, permitem o acesso facilitado ao financiamento por parte de instituições de crédito mediante o pagamento de juros e outros encargos.

Nesta opção, o empresário deverá ter em mente a necessidade de adequar o calendário de reembolso contratualizado à capacidade da atividade em libertar fundos para, assim, satisfazer esse calendário por forma e evitar dificuldades de tesouraria. Pode não ser a forma de financiamento com menor custo de capital, mas é a estrutura de capital mais recorrente.

As alternativas de financiamento de capital alheio de médio e longo prazo são diversas: crédito de fornecedores de ativos fixos, empréstimos bancários, suprimentos, locação financeira (leasing), empréstimos obrigacionistas, entre outros.


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