Tal como escrevi no texto “Capital Próprio”, o capital de risco constitui um recurso financeiro que poderá ser utilizado para fazer face a uma multiplicidade de situações, pelo que pode assumir várias categorias.

Reforcemos tais ideias: O Capital semente (seed capital) é um modelo de financiamento dirigido a projetos empresariais que se encontram no estágio inicial (visa o apoio a projetos empresariais antes da instalação do negócio ou ao desenvolvimento de produtos a partir de projetos ou estudos); no estágio zero, em fase de projeto de desenvolvimento.

É a altura ideal para se angariar os fundos necessários para iniciar o negócio que deverá crescer e atingir o estado consolidado conforme o planeado!

A realização do Capital semente é um dos primeiros passos que os empresários dão no mundo dos investimentos, despendendo dinheiro do seu próprio bolso para criarem uma dinâmica empresarial.

Já o Capital de arranque (Start Up) implica um investimento no capital das empresas em processo final de instalação, que carecem de apoio, porque ainda não iniciaram a atividade de comercialização dos produtos ou serviços (ocorre frequentemente a nível de marketing).

O termos inglês Startup significa o ato de começar algo e, normalmente, está relacionado com empresas que estão no início das suas atividades e que procuram explorar atividades inovadoras inexistentes (ou por desenvolver) no mercado onde se encontram.

Para ter acesso a tais recursos, entretanto descritos, é importante perceber que o tipo de capital de risco varia de acordo com as fases de desenvolvimento do negócio, e que tais fases influenciam o volume de recursos investido.

Por exemplo: enquanto que o Capital de desenvolvimento reforça a capacidade competitiva da empresa, através do apoio ao acréscimo orgânico, o Capital de recuperação visa a restruturação de empresas que se encontram em situação difícil e o Management Buy Out (MBO) prevê o financiamento para dotar as equipas de gestão interna dos meios necessários à aquisição de um montante significativo do seu capital. Por outro lado, o financiamento Management Buy In (MBI) proporcionará os recursos para que uma equipa de gestores externa possa adquirir a empresa-alvo.

É mais um caminho! Por último, quando referimos o tipo Bridge Financing pensamos num investimento de risco que se destina a apoiar empresas que pretendem transitar, no curto prazo, para o mercado em bolsista.

Seja qual for a estratégia adotada, lembro que a participação de uma sociedade de capital de risco (SCR) numa empresa requer um estudo prévio consistente que se inicia com a identificação do projeto.

Nesta fase o empreendedor deverá apresentar o projeto de forma a interessar o potencial investidor. Após a avaliação, seguir-se-á um estudo aprofundado do investimento, a negociação e a assinatura do contrato.

As vantagens do capital de risco face ao endividamento de médio e longo prazo são pertinentes: o endividamento não vence juros periódicos, não são exigidas garantias secundárias e o negócio beneficia da carteira de contatos da SCR (lista) aumentando, assim, a credibilidade e força negocial junto dos stakeholders.


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