De uma maneira geral, as empresas têm duas formas de financiar as suas operações: utilizando recursos próprios (capital próprio) ou recursos de terceiros (capital alheio).

O capital próprio e alheio (curto ou longo prazo), que acarretam custos ou despesas e poderão levar ao endividamento excessivo e à diminuição do valor da empresa, poderão ser emprestados pelos sócios, pela banca comercial, pelo mercado de capitais ou por fundos de privaty equity, sendo que, as fontes de financiamento de curto prazo, que ganham maior pertinência após a implementação do projeto, constituem formas de aumentar a liquidez da empresa e satisfazer necessidades de capital circulante.

Porém, os responsáveis, que terão de ter em conta o nível ótimo de dívida (benefícios da dívida e os respetivos custos), deverão prever, por um lado, a dedução nos impostos das despesas incorridas com juros e a redução dos custos de agência decorrentes do excedente de cash-flows livres e, por outro, todos os custos da dívida, que se referem a custos de falência, quer diretos quer indiretos, que podem ocorrer numa situação de dívida excessiva.

Em Portugal, os empresários têm preferido utilizar lucros não distribuídos como a sua primeira fonte de financiamento, seguidos pela dívida e, finalmente, por capital (recursos financeiros fornecidos pelos sócios ou acionistas são, normalmente, em dinheiro, embora também o possam ser em espécie – entrada de bens – se forem cumpridas as condições legalmente estabelecidas para esse efeito).

Importante, é perceber que as empresas têm vários caminhos para se financiarem, nomeadamente através do crédito dos seus fornecedores criando uma relação forte e continuada entre o prazo médio de recebimentos (PMR) e o prazo médio de pagamentos (PMP) afetando a situação de tesouraria da empresa, pelo que a gestão da empresa deve promover a antecipação dos recebimentos dos seus clientes.

Para além dos instrumentos de financiamento, que poderão ser muitos, nomeadamente, desconto de títulos (letras e livranças), conta corrente, conta empréstimo bancário de curto prazo, descoberto autorizado em conta de depósito à ordem (overdraft), cartões de crédito, factoring e crédito por assinatura, essencial é, também, criar uma boa gestão financeira, que é uma ferramenta obrigatória para o sucesso de qualquer projeto empresarial, sendo que a tarefa “fluxos de caixa”, que permite o controlo de contas a receber e a pagar, deverá ser regra de ouro para o negócio se manter saudável (músculo) no mercado.

O controlo de contas (recebimento e pagamentos) pode parecer uma tarefa difícil, principalmente se houver um sistema de cobrança pouco eficiente que gera atrasos, prazos diferentes de pagamento para cada cliente. Contudo é preciosa para a valorização do projeto empresarial em causa; seja qual ele for.


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